Selic Janeiro de 2026 é mantida em 15% ao ano

Imagem relacionada a taxa de juros, com moedas empilhadas e símbolo percentual representando juros elevados no cenário financeiro.

Selic Janeiro de 2026: Na 276ª reunião, realizada em janeiro de 2026, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15,00% ao ano. A decisão confirma a continuidade de uma política monetária restritiva e reforça o cenário de crédito caro no Brasil.

Mais do que um dado técnico, a manutenção da Selic nesse patamar ajuda a explicar mudanças importantes no comportamento do consumidor, na dinâmica do crédito e na forma como instrumentos como o consórcio vêm sendo utilizados no planejamento financeiro.


O que significa uma Selic em 15% ao ano

A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controle da inflação. Quando permanece em níveis elevados, como os atuais 15% ao ano, seus efeitos se espalham por toda a economia.

Na prática, isso significa:

  • Crédito bancário mais caro, tanto para pessoas físicas quanto para empresas
  • Financiamentos com juros elevados, encarecendo o custo total de aquisição de bens
  • Maior seletividade na concessão de crédito, especialmente para prazos longos
  • Estímulo à poupança e à renda fixa, que se tornam mais atrativas

Esse ambiente reduz o apetite por endividamento tradicional e força consumidores e empresas a buscarem alternativas mais eficientes de planejamento financeiro.


Por que o Copom manteve a taxa nesse nível

Segundo o comunicado oficial, a decisão do Copom reflete a necessidade de manter o controle sobre as expectativas inflacionárias e garantir a convergência da inflação para a meta no médio prazo.

Mesmo com sinais pontuais de desaceleração da inflação, o comitê optou por cautela, mantendo a taxa em patamar elevado até que haja maior segurança sobre o cenário econômico, fiscal e inflacionário.

Esse posicionamento indica que:

  • o custo do crédito deve permanecer alto no curto prazo
  • decisões financeiras exigem mais planejamento
  • instrumentos sem juros ganham relevância

O impacto direto no comportamento do consumidor

Com a Selic a 15% ao ano, o consumidor passa a avaliar não apenas a parcela mensal, mas o custo total da operação. Financiamentos longos, com juros compostos elevados, tornam-se menos atrativos, especialmente para bens de maior valor.

Esse cenário tem provocado uma mudança clara de comportamento:

  • mais planejamento antes da compra
  • maior comparação entre modalidades
  • menor tolerância a juros elevados
  • busca por previsibilidade

É nesse contexto que o consórcio ganha espaço como ferramenta de organização financeira, e não apenas como alternativa ao financiamento.


O consórcio em um cenário de juros altos

Diferentemente do financiamento, o consórcio não possui cobrança de juros. Em um ambiente de Selic elevada, essa característica se torna ainda mais relevante.

Com o crédito bancário caro, o consórcio passa a ser utilizado:

  • como forma de compra planejada, sem juros
  • como estratégia de organização de fluxo de caixa
  • como instrumento de planejamento patrimonial
  • como alternativa para quem não deseja se expor ao custo financeiro do financiamento

Não por acaso, os dados recentes da ABAC mostram crescimento consistente do sistema de consórcios, aumento do tíquete médio e maior permanência dos consorciados.


Um cenário que exige decisões mais estratégicas

A manutenção da Selic em 15% ao ano reforça um ponto central: o ambiente financeiro segue exigente. Comprar por impulso ou recorrer ao crédito tradicional sem análise aprofundada tornou-se uma decisão cada vez mais custosa.

Nesse contexto, soluções baseadas em planejamento, previsibilidade e custo financeiro menor tendem a ganhar espaço. O consórcio se insere exatamente nessa lógica, acompanhando a maturidade do mercado e do consumidor.


Conclusão

A decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano em janeiro de 2026 confirma que o Brasil ainda vive um ciclo de juros elevados. Esse cenário impacta diretamente o crédito, o consumo e a forma como pessoas e empresas estruturam suas decisões financeiras.

Mais do que um dado macroeconômico, a Selic nesse patamar ajuda a explicar por que instrumentos como o consórcio vêm sendo cada vez mais utilizados como estratégia, planejamento e organização financeira.

Entender esse contexto é essencial para quem atua no mercado, toma decisões de investimento ou busca alternativas mais eficientes em um ambiente de crédito caro.

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