Economia

Consórcio de imóveis: IGP-M cai, mas custo da construção ainda exige planejamento

Consórcio de imóveis: IGP-M cai, mas custo da construção ainda exige planejamento

O IGP-M caiu 0,50% em junho de 2026, segundo a FGV IBRE. O índice acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% em 12 meses.

À primeira vista, a queda pode parecer um alívio para quem acompanha contratos, aluguel e preços ligados ao mercado imobiliário. Mas existe um ponto de atenção: os custos de construção continuam relevantes para quem deseja comprar, reformar ou construir.

Para vendedores de consórcio de imóveis, esse é um tema excelente para conteúdo e abordagem comercial.

Por que o IGP-M importa para o cliente?

O IGP-M é um índice conhecido por sua relação com contratos de aluguel e reajustes. Quando ele cai, muitos consumidores entendem que o mercado imobiliário ficou mais favorável.

Mas comprar ou construir um imóvel envolve muito mais do que acompanhar um índice. É preciso considerar entrada, documentação, reforma, material, mão de obra, localização e prazo.

É nesse ponto que o consórcio de imóveis pode ser apresentado como uma alternativa de planejamento.

Consórcio de imóveis não é apenas para compra

Muitos clientes ainda associam consórcio de imóveis apenas à compra de casa ou apartamento. Mas, dependendo das regras da administradora e do contrato, a carta de crédito pode ser usada para diferentes objetivos ligados ao imóvel.

O vendedor deve sempre orientar o cliente a verificar as condições específicas do grupo e da administradora.

Segundo o Banco Central, o valor é liberado ao consorciado contemplado, e a contemplação ocorre por sorteio ou lance.

Oportunidade no segmento imobiliário

A ABAC aponta crescimento do consórcio de imóveis dentro do Sistema de Consórcios. Esse movimento reforça o interesse do brasileiro em formar patrimônio com planejamento.

Para o vendedor, isso significa que o público está mais aberto a ouvir sobre consórcio imobiliário, desde que a explicação seja clara e responsável.

Uma boa abordagem seria:

“O IGP-M caiu, mas quem pensa em imóvel ainda precisa considerar custos de construção, reforma e documentação. O consórcio pode ser uma forma de se planejar para esse objetivo sem tomar uma decisão apressada.”

Esse argumento mostra conhecimento de mercado e ajuda o cliente a pensar estrategicamente.

A queda do IGP-M é uma notícia positiva, mas não elimina a necessidade de planejamento no mercado imobiliário.

Para vendedores de consórcio, o melhor caminho é usar esse contexto para educar o cliente sobre compra planejada, formação de patrimônio e uso responsável da carta de crédito.